Baseado em fatos (quase) reais


2 de janeiro de 2018. O despertador toca e você mal sabe onde está! Abre os olhos, dá uma geral a sua volta e percebe que está em ambiente seguro..., seu quarto. Mas uma dúvida ainda precisa de esclarecimento. Como é que você foi parar lá? Para pra pensar com calma e lembra que no dia anterior teve aquele baita churras com os brothers, aquele pra comemorar o início de 2018, e você tomou tudo o que podia! Agora acorda com aquele gosto de guarda chuva na boca. Enquanto tenta se recuperar, liga o som. Você tem que colocar as ideias no lugar, então precisa de algo calmo pra começar.




Tim Bernardes lançou seu primeiro álbum solo em 2017. “Recomeçar” é pessoal, delicado, sentimental, e faz um apanhado das desilusões do moço, tudo na mais perfeita poesia que esse cara faz. Perfeito pra você repensar, ou tentar lembrar, o que aprontou na noite anterior, rever seu estado de espírito e seguir em frente.








Agora você precisa de um café. Precisa dar aquela agitada e abrir os olhos direito. O Far From Alaska foi até o Oregon, bem mais perto do Alaska do que Natal, a cidade onde nasceu a banda, e ao invés de congelar por lá, esculpiram seu som em um bloco de gelo e trouxeram o incrível “Unlikely”. Com suas faixas batizadas com nomes de animais, exceto a música 8, que leva o sugestivo nome de “Pizza”, esse álbum levanta até defunto!





O Monstros do Ula Ula já tem vários anos de estrada, mas resolveu laçar o seu primeiro álbum pra valer mesmo só agora. “A Balada do TikiSiriPolvo” reúne uma mescla de músicas mais antigas com as compostas com a nova formação da banda, e tem elementos de rock, rockabilly, surf music, e levadas bem corridas, tudo o que você precisa ouvir no momento em que se toca que hoje já é dia útil e já tá tarde pra caramba. Corre pro trabalho, cara!





Embora cansado, de ressaca, e ainda se recuperando de tudo o que você abusou na balada, você tem que fazer seu trabalho direito. Os Paralamas do Sucesso são assim. Os caras estão aí já faz mais de 30 anos, já sofreram tudo o que podiam, mas nunca desistiram. Continuam trabalhando e criando material de qualidade. E ainda tem um ponto fortíssimo a se pensar: quantas bandas você conhece que com essa idade ainda mantém a formação clássica? “Sinais Do Sim” mostra que esses caras ainda tem relevância e podem continuar por muito mais tempo. Disco muito otimista, do jeito que você precisa ser hoje.



Chegou no trampo e já tá tomando bronca pelo atraso. Fica calmo! Tenta equilibrar os pensamentos! O Marcelo Gross fez isso! Tinha dois trabalhos bem encaminhados, um elétrico, pra pular mesmo, e outro de baladas acústicas. Apareceu a oportunidade de lançar tudo junto, e ele criou o “Chumbo & Pluma”, álbum duplo com um disco roqueiro e outro calminho, um o oposto do outro, mas tudo se encaixando perfeitamente em harmonia.





O Vanguart também lançou um disco equilibrado. “Beijo Estranho” alterna momentos fortes e depois românticos, letras duras e depois mais calmas. É uma montanha russa de emoções, que te leva lá pra cima e depois te joga lá pra baixo. Resumindo, começa com a faixa “Beijo Estranho”, clima tenso, igual ao momento em que você percebe que deixou um monte de coisa do trabalho pra terminar em 2018, segue com faixas lindas como “E o Meu Peito Mais Aberto Que o Mar da Bahia”, igual aquele sentimento que você tem quando aquela moça bonita do rh passa perto de você e te deseja um feliz ano novo, mas termina com “Pancada Dura”, música que te lembra que trabalhar com essa ressaca vai ser difícil mesmo, mas você tá aí pra isso.




Você sai pra almoçar e percebe que todas aquelas suas resoluções de ano novo, como a de comer alimentos mais saudáveis, caem por terra quando você vê aquele pastel gorduroso te chamando. Tem coisas que não mudam! Quem mudou foi o Vespas Mandarinas. O seu “Animal Nacional” de 2013 era rockão do começo ao fim. Porrada! Mas em 2017 eles desaceleraram, usaram elementos pop e de mpb, chamaram o Samuel Rosa pra cantar uma música, a faixa que dá título ao álbum “Daqui Pro Futuro”. Ficou bem diferente do que a gente tinha se acostumado, mas continua muito bom! E o mais bacana é que os shows continuam cheios de energia.



Lá vai você de volta ao calvário. Toma um café pra enfrentar a tarde, mas sua disposição não melhora! Bate aquela saudade do feriadão! Você lembra dos dias que ficou em casa, do churras com a rapaziada, daquela cerveja gelada! Êee saudade! O Plutão Já Foi Planeta fez um disco inteiro sobre saudade! Tá certo que não foi intencional, mas os arranjos, a combinação das vozes, os instrumentos não tão convencionais, como os sintetizadores, uma harpa e o ukulele, este último sempre presente nos shows, dão uma sonoridade exclusiva para mais esta banda de Natal. O Rio Grande do Norte ferve!



Alf Sá foi outro que lançou o seu primeiro álbum solo em 2017. O disco veio dançante, cheio de groove, daqueles pra colocar pra tocar na pista de dança e ver a galera curtindo. O disco traz uma série de referências que o Alf foi colhendo através da sua vida ligada à música, e se distanciou um pouco do som que ele levava quando era o frontman do Rumbora. É quando esse disco toca que você percebe que precisa urgente de mais uma balada. Afinal, não existe melhor remédio para ressaca do que continuar bebendo.




É nessas horas que você precisa dos amigos! Já é fim de tarde e aposto que você consegue achar alguém para mergulhar no bar mais próximo com você! Sabe quem mais foi atrás dos amigos? Paulo Miklos! Ele chamou os novos e os velhos parças pra fazer o seu primeiro disco solo após a sua saída dos Titãs, "A Fente Mora No Agora". Teve Céu, Tim Bernardes, Emicida, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Russo Passapusso, Erasmo, Guilherme Arantes, Mallu Magalhães... e o álbum ficou lindo! Justifica bem justificado a sua saída da banda.




Beleza? Deu certo? Juntou os brothers? Então foge do trabalho e vai pra balada. Deb And The Mentals lançou “Mess”, disco pra bater cabeça sem pensar no amanhã mesmo! Coloca esse aí no seu rolê de hoje que não vai ter erro! Deb Babilônia é uma das vocalistas mais bacanas da atualidade, e a banda inteira tem muita, mas muita pegada! Garagera das boas! E é uma dessas bandas que não param, com agenda cheia em várias cidades do Brasil. Daora terminar um dia desses com um álbum desses.




E pra encerrar, da pra resumir o seu 2 de janeiro em um disco só! “Todas as Bandeiras” do Maglore. Você vai ouvindo as músicas e percebe que as músicas vão se completando, como se fossem episódios de uma história. Tipo a sua historia! Começa esperançosa, aí o cara tem uma desilusão, reclama da vida, mas o final é feliz! Disco feito pra você refletir na vida mesmo!





Esses foram os discos mais bacanas que rodaram por aqui durante o ano de 2017, mas pode chamar de top 12. Listas são sempre subjetivas, e por isso mesmo, aberta a discussões, portanto quem quiser pode dizer aqui qual álbum faltou aqui, ok? Que 2018 seja tão bom musicalmente quanto 2017!


Ah, se você clicar nas fotos dos discos, consegue ouvi-los no Spotify, beleza?


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Rock e afins meio tom acima! Histórias, dicas, sugestões, informação sobre todas as vertentes desse ritmo que nos une.

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