O Chumbo do Marcelo Gross


O palco do Centro Cultural Rio Verde em São Paulo já é velho conhecido do Marcelo Gross, afinal de contas, ele passou por lá em junho passado em duas noites seguidas para gravar o primeiro álbum ao vivo da sua banda, a Cachorro Grande. Dessa vez ele voltou assumindo o centro do palco, em show da turnê de seu novo disco solo, “Chumbo & Pluma”, por enquanto lançado apenas nas plataformas digitais.

Quem abriu a noite foi a galera do Modulares, que pra quem gosta da cena Mod britânica, aquela anos 60 mesmo, é imperdível! Os caras rechearam o show com sons próprios e alguns covers de grupos que lhe servem de referência, como “Substitute”, do The Who, que transformou o Centro Cultural em um grande karaokê, com todo mundo cantando junto. A banda tem estilo e atitude e foi esquentando o público aos pouquinhos.

Marcelo Gross subiu ao palco acompanhado de Gustavo Steiernagel no baixo, Alexandre Papel na bateria e o seu colega de Cachorro Grande, Pedro Pelotas no teclado, quase a mesma turma que lançou o “Chumbo & Pluma” em maio passado no Centro Cultural São Paulo. Naquela ocasião, Gross optou por tentar passar o máximo possível do clima do disco para o palco, então dividiu o show em duas partes. Uma primeira parte mais folk, com ele sentado ao piano e tudo, seguindo o disco 2 do álbum duplo, e uma segunda parte mais roqueira, igual ao disco 1.

Dessa vez o clima pedia que o rock prevalecesse, assim o Gross ja foi avisando que o show seria mais sobre o “Chumbo”, com suas canções aceleradas e com a guitarra lá em cima, A urgente “Reconstruindo a Cidade”, a primeira faixa do disco, também foi a incumbida de abrir o show. Na sequência, ele revisitou seu álbum anterior, “Use o Assento Para Flutuar”, de 2013, com “Disfarça” e sua introdução cachorronica. Depois veio um mergulho no álbum novo, com sons na exata sequência em que aparecem no disco: “Me Recuperar”, “Não Va”, “Purpurina”, “Alô, Liguei”, “Eu Me Enganei” mantiveram o clima lá em cima, com a galera cantando alto. Uma música melhor que a outra.

A balada da noite foi “Eu Aqui e Você Nem Aí”, do primeiro álbum, que serviu também pra chamar uma lista de músicas mais antigas: “Hoje Não Vai Dar”, “O Buraco da Fresta”, “A Hora de Levantar”, “A Minha Paciência”, “Movimento Contínuo”, “A Hora de Rolar” e “Trilhos”. Porrada atrás de porrada. Chumbo grosso. E a galera dançou o tempo todo.

Seja sentado ao piano, ou pilotando sua guitarra Rickenbacker, o Gross manda muito bem! O final do show foi marcado pelos rostos felizes que deixaram o CC Rio Verde com a certeza de que viram um ótimo show de rock. E que saia logo o disco físico porque ele já está fazendo falta aqui na coleção! Fotos de André Melo.


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