Tia Rita e o Fruto


Em 2015 o “Fruto Proibido” de Rita Lee & Tutti Frutti, um dos melhores álbuns já lançados por um artista brasileiro, completou respeitáveis 40 anos. Este foi o disco que alçou Rita ao posto de “rainha do rock brasileiro” e que serviu de referência pra muita gente boa.

Na época, Rita precisava se autoafirmar. Recém-saída dos Mutantes e da Phillips, gravadora em que estava desde quando era integrante de seu antigo grupo, o casamento com a banda Tutti Frutti e a oportunidade de trabalhar com o produtor Andy Mills, técnico de som do Alice Cooper, propiciaram a gravação de um dos grandes discos brasileiros de todos os tempos.

A banda Tutti Frutti vinha do bairro da Pompéia, São Paulo, e possuía uma dupla de frente de tirar o chapéu: Luis Carlini na guitarra e Lee Marcucci no baixo. Os dois só não fizeram chover no disco. Carlini foi o responsável por boa parte dos arranjos do álbum, e ainda criou alguns dos solos mais memoráveis do rock’n’roll nacional, sendo que o de “Ovelha Negra”, que por muito pouco não ficou de fora do disco, dispensa comentários. Reza a lenda que o guitarrista sonhou com o solo durante a fase de mixagem do disco, já com as gravações encerradas. De tanto insistir com Andy Mills, o solo foi gravado em uma sessão de ensaio e inserido na faixa já nos finalmentes do disco.


As letras, um tanto quanto autobiográficas, são destaque. Quem contribuiu muito neste quesito foi Paulo Coelho, aquele mesmo, autor dos best-sellers "O Alquimista" e "Diário de um Mago", que na época estava brigado com seu parceiro nas composições: Raul Seixas. Da parceria Rita e Paulo saiu o hit “Esse Tal de Roque Enrow”, por exemplo.


Sua arte gráfica também merece respeito. A pose de diva com os pés sob o moog é perfeita para representar sua fase pós-Mutantes. E a foto central da capa do vinil sanduíche mostrando a banda toda reunida, é linda!



Todos esses fatores fizeram com que o disco fosse um marco. O álbum era bem diferente da MPB certinha que fazia sucesso na época, e mesmo assim, vendeu 200 mil cópias só naquele período. Foi tiro certeiro! E a partir daí, Rita que sempre quis ser “apenas” parte de um grupo musical, passou a ser reconhecida como a dona da banda.


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